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Parlamentar celebra Dia Internacional da Declaração Universal dos Direitos Humanos

 

 

 

 

Foto: ASCOM

16/12/2019

No dia 10 de dezembro de 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos. O documento foi elaborado entre janeiro de 1947 e dezembro de 1948, com o objetivo de formar uma base para os direitos humanos em todo o mundo. O documento representou uma mudança significativa de direção a partir de eventos como a Segunda Guerra Mundial e o colonialismo que imperava na época. A declaração é considerada o documento mais traduzido da história moderna, disponível em mais de 360 línguas.

Para celebrar a data, o vereador Leonel Brizola (PSOL) realizou um evento no Salão Nobre da Câmara Municipal, oportunidade em que fez o lançamento da cartilha "Guia de Defesa Institucional contra a Intolerância Religiosa", dando ênfase ao combate à discriminação religiosa.

Participaram da mesa de honra a representante da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Cláudia Vitalino; Suzete de Oyá; Pai Jone e Pai Nego; que entoou cânticos de Exu e Ogum e um Xirê (roda com dança utilizada para evocação dos Orixás).

"A perseguição religiosa, totalmente ignorada por Bolsonaro, vai além de uma questão de religião. Sua origem está no racismo que acompanha o povo negro há cinco séculos. Ou seja, o que está por trás de toda essa ‘demonização’ dos terreiros e de seus adeptos é o racismo estrutural e estruturante, que confirma mais uma face do genocídio do povo negro", enfatizou Brizola.

Segundo Cláudia Vitalino, a propaganda do regime militar de que o Brasil vivia uma democracia racial foi desmentida pela ONU. "A perseguição aos povos e religiões de matrizes africanas é um projeto de estado. A miscigenação foi fruto do estupro das mulheres negras. Precisamos salvar a pele preta, abatida todos os dias. Não lutamos por um projeto de poder, mas sim pela nossa sobrevivência", disse.

Suzete de Oyá reforça que o racismo sempre existiu e que os negros foram cooptados sem perceber, sendo preciso lutar e ocupar todos os espaços. "Precisamos pressionar, fazer lobby em todas as instâncias de poder. O ‘não’ nós já temos e estamos morrendo todos os dias. Estamos em luta e é preciso enfrentamento. Chega de ficarmos enclausurados, enjaulados. Chega de neoescravidão. É preciso fazer uma guerra de contraideologia", conclamou.

A cartilha entregue no evento contém dicas de como proceder em casos de intolerância, quais são os crimes de motivação racial, de cor, etnia, religião etc., bem como os direitos dos discriminados. Além disso, o material explica o papel esperado do agente público e fornece os telefones dos canais para denúncia existentes na cidade e no estado.


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