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CPI dos camarotes realiza acareação entre empresários e ouve presidente da Riotur

 

 

 

 

Foto: ASCOM

27/06/2019

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura favorecimento nos leilões dos camarotes da Prefeitura no carnaval de 2019 realizou acareação, nessa quarta-feira (26), entre os participantes da concorrência. A CPI ouviu também o presidente da Riotur, Marcelo Ferreira Alves. Os parlamentares apontaram diversas contradições entre os depoimentos de Wagner Luiz Pereira Lima – vencedor da licitação – e Gilvandro Matos Pereira – que participou do leilão sem oferecer lance –, e até mesmo discrepâncias entre informações prestadas pela mesma pessoa em diferentes momentos do inquérito.


A presidente da CPI, Rosa Fernandes (MDB), ressaltou que as atas das reuniões estão sendo encaminhadas ao Ministério Público para que promova eventual responsabilidade de testemunhas que faltarem com a verdade.


Uma das contradições apontadas por Rosa foi a declaração, durante o primeiro depoimento, prestada por Wagner Luiz Pereira Lima e Gilvandro Matos Pereira, de que não possuíam qualquer relação com o camarote. Em prints de conversas entre Wagner e sua funcionária Alexandra Boechat, uma semana antes do leilão, ambos chamam Gilvandro de "sócio" e comprovam que ele indicou funcionário e acertou horário e carga de trabalho na empresa. Alexandra disse, ainda, que foi contratada por Wagner após indicação de Gilvandro, para realizar o trabalho nos camarotes, três dias antes de ser publicado o edital.


"As histórias são contraditórias, alguém está mentindo. As conversas caracterizam que Gilvandro mantinha contato e participava da empresa antes do leilão, contradizendo a afirmação de que ele não tinha contato algum antes do certame. Todos participaram de um leilão onde apenas o Wagner ofertou o valor mínimo. O Gilvandro compareceu ao leilão sem oferecer qualquer valor, só para fazer presença", afirmou Rosa.


O vereador Tarcísio Motta (PSOL) destaca que, de acordo com as imagens das conversas de Alexandra, Gilvandro ainda teve a função de aprovar o material e acertar patrocínio após o leilão. "Como acreditar que uma pessoa que se apresenta como sócio teria sido adversário no leilão? Esse leilão tem toda a pinta de ter sido de cartas marcadas. Os concorrentes eram o Wagner, a esposa e o sócio. Forjaram uma concorrência que nunca existiu", denunciou. Gilvandro declarou que as funcionárias devem ter se confundido em relação a sua função na empresa.


As testemunhas tiveram dificuldades de explicar como ocorreu o encontro entre Gilvandro e Wagner no prédio da Prefeitura para reunião com o então chefe da Casa Civil, vereador Paulo Messina (PRTB). Sobre esta reunião, Messina alegou que, como sentiu que havia algo estranho no processo pelas denúncias da imprensa, resolveu chamar os participantes do certame para informar que, se houvesse qualquer irregularidade, ele seria o primeiro a cobrar providências.


Já na oitiva do presidente da Riotur, Marcelo Alves foi questionado sobre por que realizar licitação do camarote denominado Paddok apenas um dia antes do início dos desfiles, com edital publicado na manhã e o certame ocorrendo à tarde. Os parlamentares quiseram saber por que um camarote, cujo lance inicial era de R$ 500 mil, foi arrematado por R$ 22, 5 mil, com a presença de apenas uma única empresa – a mesma que vencera a licitação em 2018, em um processo licitatório realizado nos mesmos moldes. "Isso atende ao interesse público?", questionaram.


Marcelo afirmou que o valor apurado foi decorrente do interesse do mercado, e que o prazo foi apertado porque a Prefeitura só liberou o orçamento do carnaval 20 dias antes dos desfiles, dando a ele a certeza de que poderia licitar o espaço já bem próximo do início do evento. E em meio às diversas atribuições que teve de resolver no período, acabou que a licitação ficou para a última hora, "mas que não houve qualquer direcionamento ou vantagem. Pelo contrário, foi melhor arrecadar do que ter tido gastos para ocupar os camarotes", enfatizou.


Marcelo foi inquirido também sobre a sua assinatura na ata da licitação mesmo sem ter participado do ato e o porquê de ele ter sido nomeado para fazer parte da Comissão de Licitação, já que essa não é uma prática da empresa, conforme declarado à CPI pela pregoeira da Riotur. Marcelo disse que, pelo que se lembrava, assinou apenas a autorização para o leilão.


Os membros da CPI vão acionar a Procuradoria da Câmara para que solicite à Justiça a quebra do sigilo telefônico de Isaías Zavarise, por não ter apresentado os registros telefônicos de uma conversa com Alexandre Gonçalves, pregoeiro da Prefeitura, na qual Isaias afirmou "ter um pessoal que chegaria para a segunda rodada do certame". A CPI vai requerer também à Riotur e à Subsecretaria de Eventos a lista dos convidados para o camarote.


Participaram da reunião os vereadores Átila A. Nunes (MDB), relator da CPI, Fernando William (PDT), Welington Dias (PRTB), Marcello Siciliano (PHS) e Teresa Bergher (PSDB).


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