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Audiência Pública discute construção do Museu do Holocausto

 

 

 

 

Foto: ASCOM

06/06/2019

A construção do Memorial do Holocausto do Rio de Janeiro foi o tema de Audiência Pública realizada nessa terça-feira (04), na Câmara do Rio. A audiência foi promovida pelos vereadores Reimont (PT) e Tarcísio Motta (PSOL), presidente e vice-presidente da Comissão de Cultura, respectivamente.


O vereador Reimont afirmou que a Audiência pretendia debater não o mérito da proposta do museu, mas seu projeto arquitetônico e ambiental que vem gerando controvérsias. "Consideramos importante reunir as partes interessadas buscando uma solução que, ao mesmo tempo, referencie e preserve a memória histórica, e esteja em harmonia com as características e destinações ambientais, físicas e patrimoniais dos territórios do nosso município".


Para Tarcísio Motta "o memorial é importante para que ninguém nunca esqueça o Holocausto. No entanto, o debate urbanístico é importante, é democrático, e precisa ser feito", destacou.


A construção do Museu do Holocausto no alto do Parque Yitzhak Rabin, conhecido como Mirante do Pasmado, em Botafogo, é motivo de polêmica. Apesar do avançado estado das obras, o Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomus), ONG associada à Unesco, entrou com uma representação no Ministério Público Federal, pedindo o embargo da construção por considerá-la um risco ao local, considerado patrimônio cultural e natural nestaa categoria.


Júlio Sampaio, representante do Icomus, foi categórico: o museu está sendo construído sem levar em consideração uma série de fatores importantes. "Não teve o devido debate nem a devida apreciação técnica. O Icomus deseja que obra seja paralisada imediatamente e que venhamos a discutir, diante da legislação vigente, para que a proposta seja avaliada com isenção". A professora e ex-vereadora Sônia Rabello lembrou que uma construção edificante no local está em contrariedade à Lei Orgânica Municipal. Os dois decidiram abandonar a Audiência antes do final por não concordarem com a forma que o debate vinha sendo conduzido.


A vereadora Teresa Bergher (PSDB), autora da Lei no 6.322/2018, que institui o Memorial às Vítimas do Holocausto, afirma que qualquer tombamento pode ser objeto de flexibilização de acordo com a vontade e interesse da sociedade. "O Iphan, órgão máximo responsável pela autorização, já deu parecer favorável. As Secretarias de Meio Ambiente e a de Urbanismo também. Todos os segmentos foram consultados, todas as licenças foram concedidas e eu não vejo mais nenhuma razão para a interrupção do projeto".


Marcelo Rotenberg, diretor do Instituto Memorial do Holocausto (IMH), acredita que este é um equipamento necessário e importante. "Acredito que em pouco tempo a cidade vai ganhar um espaço para discutir a questão do holocausto, dos direitos humanos, da tolerância e do respeito às minorias".


Na mesa de honra estiveram presentes ainda a presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), Cláudia Escarlate, a diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Beatriz Kushnir e o presidente da Associação Cultural Memorial do Holocausto, Arbor Velmovitsky.


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