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Presidente da Comissão do Meio Ambiente fala sobre atuação no Legislativo Carioca

 

 

 

 


05/06/2019


Presidente da Comissão de Meio Ambiente, o vereador Renato Cinco (PSOL), não teve uma trajetória de militância ambiental antes de chegar ao parlamento. No entanto, ao assumir o seu mandato, decidiu atuar em questões estratégicas e, para ele, o meio ambiente, hoje mais do que nunca, é estratégico. "Há um contexto de colapso ambiental grave e temos ainda uma cidade marcada pelo racismo socioambiental. O desenvolvimento urbano do Rio de Janeiro é muito desigual, e isso também afeta as questões ambientais", ressalta.


Aproveitando a Semana do Meio Ambiente, a equipe da Ascom conversou com o parlamentar, que falou um pouco sobre a atuação da Comissão no Legislativo carioca. Lembrou que, antes mesmo de fazer parte do colegiado que discute as questões ambientais na Casa, criou uma comissão especial sobre o colapso hídrico e o direito à água, com a realização de um seminário internacional em 2015.


Leia abaixo os principais trechos da entrevista:


Como presidente da Comissão, quais são suas expectativas em relação ao Poder Executivo, já que eles acabaram de recriar a Secretaria de Meio Ambiente?


R. Acho que ainda está muito cedo para fazer esta análise. No entanto, acabamos de realizar uma audiência pública (31/5), com o novo secretário Marcelo Queiroz, para que ele pudesse apresentar o planejamento da pasta. Um dos debates mais importantes na cidade atualmente é a Floresta do Camboatá, onde a Prefeitura do Rio quer construir um autódromo. Entendemos que a questão ambiental é importante e que não podemos simplesmente destruir uma floresta, quando existem terrenos alternativos.


Quais serão os instrumentos de trabalho da Comissão de Meio Ambiente?


R. Vamos utilizar os instrumentos tradicionais, como a realização das audiências públicas, envio de requerimentos de informação, mas queremos fazer também vistorias em áreas de proteção ambiental. Muitas delas não saíram do papel, e algumas não têm nem conselho gestor. No entanto, na minha opinião, o mais importante é conseguir que a sociedade acorde para esses problemas. Precisamos fazer com que o máximo de pessoas tomem conhecimento e tenham informações a respeito da situação dramática do meio ambiente.


Para o vereador, como é possível fazer com que a população se envolva cada vez mais com as questões ambientais?


R. Precisamos discutir na cidade a questão da educação ambiental, envolvendo alunos e servidores. A temática deveria afetar a todos no município, incluindo órgãos que, às vezes, não têm relação direta com o meio ambiente. Todos precisam incorporar essas preocupações nas suas ações, pois, só com um segmento municipal atuando, não conseguiremos resolver os problemas.


Em 2019, quais serão as questões prioritárias da Comissão de Meio Ambiente?


R. A Floresta do Camboatá é prioritária, porque a sua destruição significa que nós não mudamos a direção nem aprendemos a lição sobre tudo que vem acontecendo no planeta. Precisamos, a partir desse debate, discutir a importância das florestas e a importância de racionalizar a ocupação da nossa cidade.


O Rio de Janeiro vem expandindo, cada vez mais, a sua mancha urbana para cima das áreas preservadas e, na verdade, pelo crescimento populacional verificado nas últimas décadas e esperado para as próximas décadas, não precisávamos ampliar a nossa mancha urbana. Pode incorporar o crescimento da população aumentando um pouco a ocupação em áreas que já têm infraestrutura.


Espero que, com o debate sobre a Floresta do Camboatá, a gente consiga alcançar outros debates, e um deles é sobre a importância de conter a expansão da cidade onde ela já aconteceu.


O que o vereador ainda gostaria de deixar registrado em sua entrevista?


R. Esse ano, nós vivemos o drama de três tempestades extraordinárias na cidade do Rio. Se olharmos o evento isoladamente, é difícil afirmar, categoricamente, que é consequência do aquecimento global. Porém, se olharmos para o planeta, não foi só no Rio de Janeiro que aconteceram estes fenômenos extraordinários nos últimos meses.


Se o novo normal na cidade do Rio é este, a infraestrutura é insuficiente. Então, é importante a cidade avaliar o que vai mudar em relação ao regime de chuvas e quais são as consequências para as encostas e para os rios da cidade. Queremos ajudar a cidade a se preparar para esse "novo normal".


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