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CPI do Camarote do Samba: denunciante presta depoimento

 

 

 

 

Foto: ASCOM

22/05/2019

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura denúncia sobre favorecimento nos leilões de camarotes da Prefeitura do Rio durante o carnaval de 2019 ouviu, nessa terça-feira (21), o servidor público Victor Rosa Travancas. Hoje lotado na subsecretaria de Eventos, ligada à Casa Civil, Travancas, é o responsável pela denúncia que originou a instalação da CPI na Casa Legislativa.


Durante a audiência, Victor Travancas declarou à Comissão, presidida pela vereadora Rosa Fernandes (MDB), ter encontrado o chefe do gabinete do prefeito Marcelo Crivella, Isaías Zavarise, em um dos camarotes leiloados pela Prefeitura do Rio à iniciativa privada para o carnaval deste ano. No dia, o servidor teria ido buscar no camarote o vice-governador do Rio, o ex-vereador Cláudio Castro. Travancas revelou ainda que informou Marcelo Crivella sobre a presença de seu chefe de gabinete na Passarela do Samba, e que o prefeito teria ficado surpreso com a informação.


Ao ser questionado pelo vereador Átila A. Nunes (MDB), relator da CPI, sobre o conhecimento de Marcelo Crivella em relação aos camarotes da Prefeitura, Travancas disse acreditar que o prefeito não faz ideia da quantidade de camarotes que o Executivo possui na Passarela do Samba. "Ele deve imaginar que o dele seja somente o do setor 9, mas existem outros", apontou o servidor.


Para o servidor, um dos principais problemas em relação aos camarotes é a falta de transparência na divulgação dos leilões aos interessados. "Para que uma grande empresa possa participar do processo, é preciso que ela saiba com antecedência para que possa se planejar", argumentou Travancas. De acordo com a denúncia que originou a CPI, a Prefeitura do Rio demorou em leiloar camarote do setor 9-A, o que pode ter contribuído para a redução do preço. Em 2018, em plena crise financeira, o camarote foi vendido por R$ 300 mil, enquanto no ano de 2019 o espaço foi leiloado por R$ 125 mil.


Suplente da Comissão, a vereadora Teresa Bergher (PSDB) ressaltou que a discussão sobre os camarotes veio em boa hora. "Precisamos dar um basta a esta farra e a tantas outras que acontecem nesta gestão". A parlamentar se mostrou também preocupada com os preços que são registrados nos leilões. Revelou ter recebido, em 2017, quando era secretária de Assistência Social da Prefeitura, um cheque simbólico de R$ 240 mil que teria sido doado pela Prefeitura com a venda de um camarote para a revitalização de um espaço próximo à Praça Tiradentes. No entanto, o valor da negociação do espaço na Passarela do Samba teria sido de R$ 400 mil.


Por sugestão do vereador Átila A. Nunes, a CPI irá enviar à Prefeitura um requerimento de informação solicitando esclarecimentos sobre o número de camarotes que o Poder Executivo tem na Passarela do Samba e quantos de fato foram leiloados. A Comissão solicitará também informação sobre quem administra os camarotes da Prefeitura que não foram leiloados. 


As próximas reuniões da CPI estão previstas para os dias 28 e 29 de maio. Participaram ainda da audiência os vereadores Marcello Siciliano (PHS) e Tarcísio Motta (PSOL), membros da Comissão.


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