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Comissão Especial debate intervenção no BRT

 

 

 

 

Foto: ASCOM

15/05/2019

A Comissão Especial criada para acompanhar a intervenção da Prefeitura no sistema Bus Rapid Transit – BRT realizou reunião, nessa terça-feira (14), para ouvir a ex-diretora de relações institucionais, Suzy Azevedo Silva Balloussier Aurora da Luz, e a diretora do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento – ITDP, Clarisse Cunha Linke. As convidadas apontaram os vícios do sistema, presentes desde sua implementação.


Clarisse Cunha Linke defendeu o sistema de ônibus devido a sua capilaridade, flexibilidade e grande utilização, mesmo em cidades que possuem ampla rede de transporte sobre trilhos, como Londres e Hong Kong. Clarisse afirma que os problemas técnicos do BRT são claros e do conhecimento de todos. Entre eles, criticou o subdimensionamento das estações e a qualidade da pavimentação da via, sem o leito de concreto, que teria durabilidade de 15 anos. "Os buracos surgiram em dois meses e o problema continuou se repetindo. Isso é responsabilidade da Prefeitura e afeta diretamente a operação do sistema porque a frota precisa ser continuamente retirada para manutenção, diminuindo a quantidade de ônibus circulando e aumentando a superlotação".


A importância da transparência também foi destacada pela diretora do ITDP. "É urgente que os dados sejam disponibilizados. Quais são os indicadores de serviços que precisam estar nos contratos para serem monitorados e disponibilizados para a sociedade com frequência? Não pode ser achismo ou motivação política. Nós precisamos ter dados técnicos para fazer uma intervenção de qualidade. Podem ser monitorados: confiabilidade, acessibilidade, disponibilização de informação, tempo de espera e de viagem, custo da tarifa, percepção dos usuários, conforto, segurança, manutenção, integração e relação com o meio ambiente". A diretora do ITDP ainda criticou as soluções apresentadas. Para Clarisse, colocar catracas dentro do ônibus aumentará o tempo de embarque e os ônibus convencionais não poderão ser utilizados na via do BRT porque as portas estão localizadas no lado direito, enquanto no BRT as estações ficam no lado esquerdo.


A ex-diretora de relações institucionais, Suzy Balloussier, destacou a experiência de Paris para monitorar os indicadores de qualidade. Na capital francesa, além do órgão estatal que monitora os indicadores de qualidade, uma pesquisa é realizada com o auxílio de passageiros treinados para avaliar diariamente os transportes que frequentam. Suzy Balloussier afirma que o problema do BRT é de natureza política. "O BRT é uma experiência de sucesso e inovadora, mas hoje corre um sério risco de colapso", afirmou.


Sobre a questão da inadimplência, Suzy Balloussier acredita que a solução seja a realização de uma campanha permanente, para que haja a criação de uma cultura para que as pessoas não deem calote, além da fiscalização da Guarda Municipal. "O calote é comum em todos os sistemas de transporte no mundo e, muitas vezes, ele é o responsável pelos acidentes que acontecem no sistema. Para que haja uma mudança de comportamento, é preciso que haja uma campanha de pelo menos 10 anos", ressalta.


O presidente da comissão, vereador Átila A. Nunes (MDB), afirma que o objetivo da comissão é propor melhorias na relação entre os Poderes Legislativo e Executivo, além de melhorar a própria concessão do BRT para melhorar o serviço prestado ao usuário. "O usuário precisa de um transporte de qualidade e não ficar assistindo esse jogo de empurra-empurra entre a Prefeitura e o consórcio. Vamos apurar responsabilidades e dar respostas ao carioca que não aguenta mais sofrer com esse péssimo serviço. O carioca desejava uma intervenção planejada, resolvendo o problema em curto prazo e pensando o futuro. Para a população, não houve melhoria".


Para Átila A. Nunes, a Prefeitura do Rio não fez os investimentos necessários para a correção do asfalto e para a reforma das estações. "Acredito que não seria financeiramente inviável. Hoje, há um sofrimento diário da população", ressalta. Átila A. Nunes afirmou que é necessária a realização de uma nova licitação, de forma pública e transparente, para que a população possa ter um serviço de qualidade.


Em suas conclusões, o vereador Willian Coelho (MDB) disse que a construção do BRT criou expectativas nos moradores da região. "A máxima do BRT, que era diminuir o tempo de viagem e trazer mais conforto à população, acabou se perdendo. Por isso, muitos moradores pedem a volta das linhas anteriores", destaca o parlamentar.


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