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Professores debatem defesa da educação pública

 

 

 

 

Foto: Ascom

06/05/2019

A Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade de Cátedra realizou um debate público com o tema "Educação e Democracia", nessa sexta-feira (3), por iniciativa do vereador Reimont (PT). O encontro foi marcado pela homenagem ao professor Paulo Freire, patrono da educação brasileira, e por críticas à militarização das escolas e ao projeto Escola sem Partido.

O ator Richard Riguetti iniciou o debate apresentando um ato poético denominado "Paulo Freire, o andarilho da utopia". "O Brasil é um país tão extenso e diverso que precisa ser apresentado a si mesmo o tempo interio", destacou o artista.

Professor do Programa de Pós-Graduação de Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Gaudêncio Frigotto afirma que planejam enterrar a memória de Paulo Freire porque ele – atuando com democracia, diálogo e justiça – tinha como meta ajudar cada cidadão a fazer a leitura da sociedade e do mundo por conta própria, como sujeito autônomo. O professor condenou o ensino domiciliar, a militarização das escolas e o projeto Escola sem Partido, cujo objetivo é castrar a escola democrática, isto é, pública, gratuita, universal e laica.

As políticas do atual governo federal também foram criticadas pelo professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Fernando Penna, um dos criadores do coletivo "Professores Contra o Escola Sem Partido". O docente afirma que vivemos hoje um sequestro do debate público referente à educação. "O foco é a criminalização dos professores e a desqualificação dos estudantes e escolas, como chamar as universidades de espaços de ‘balbúrdia’. Temos que reconduzir o debate para algo produtivo e falar sobre os reais problemas da educação". O professor Fernando Penna ainda critica a censura de temas dentro da sala de aula. "A escola não está dissociada da comunidade onde está inserida, e tem que ser um espaço de combate a todas as formas de opressão. Os defensores do projeto Escola Sem Partido afirmam que a homofobia e o machismo não devem ser debatidos nas escolas, mas não são os professores que levam o debate para a aula, o debate já está lá, inclusive é um fator de exclusão dos estudantes", argumentou.

De acordo com a professora do município do Rio de Janeiro e Coordenadora do Setorial de Educação do PT, Fátima Lima, as escolas militarizadas estão na contramão de princípios da escola pública, como a gratuidade e a liberdade de expressão. A professora denuncia o silenciamento da diversidade e a homogeneização dos estudantes a partir de uma única ideologia, acrescentando que, em alguns colégios militarizados, os pais precisam pagar mensalidades ao mesmo tempo em que o governo retira recursos da Educação para pagar bonificações a militares e professores.

A professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e presidente do Conselho Estadual de Educação, Malvina Tuttman, destacou que um dos primeiros atos do governo Temer foi indicar nomes para o Conselho Federal de Educação de acordo com determinado perfil ideológico, ao contrário do processo democrático adotado nos anos anteriores. "O importante para nós é a pluralidade de ideias e a argumentação fundamentada. Parece que o professor passou a ser o grande inimigo".

De acordo com a jornalista do Canal Futura, Luciana Barreto, âncora da campanha Dia da Educação, foi criada uma mobilização chamada "nenhum para trás" com o objetivo de melhorar o acesso dos excluídos da educação. O movimento é baseado em cinco pilares: acesso e permanência na escola; qualidade da aprendizagem; o mundo entorno da escola; o professor; e o diálogo entre a educação, a família e a sociedade. A jornalista destaca que 15% dos jovens entre 15 e 17 anos estão fora da escola, 7 em cada 10 no nível médio têm nível insuficiente em português e matemática, e a diferença de orçamento entre um município rico e um pobre chega a 79%. "A educação e a distribuição de renda estão muito desiguais. Estamos perdendo energia com problemas pontuais que tiram o foco. Algo grave está acontecendo no Brasil e é estrutural", comentou.

O vereador Reimont, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade de Cátedra, criticou a redução de recursos de 30% para todas as universidades e institutos federais de educação. "O corte é alarmante. Esse debate público foi para discutir a educação de qualidade, a liberdade de cátedra e a possibilidade de termos uma escola que seja verdadeiramente emancipadora. Esse debate é um espaço de denúncia contra um projeto de governo que busca destruir a educação brasileira para acabar com a capacidade de crítica da população".

O debate contou com a participação dos vereadores Prof. Célio Lupparelli (DEM) e Fernando William (PDT).


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