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Debate: Alta taxa de mortalidade materna

 

 

 

 

Foto: ASCOM

03/12/2018

A vereadora Luciana Novaes (PT), presidente da Comissão de Defesa da Mulher, realizou reunião com o Conselho dos Direitos da Mulher da Cidade do Rio de Janeiro - CODIM-Rio, nessa sexta-feira (30), para discutir a taxa de mortalidade durante o parto. A comissão alerta para o elevado índice de vítimas e para a desigualdade existente na cidade.


A parlamentar declarou que o CODIM-RIo precisa ser fortalecido e que a defesa da mulher é um tema que deve ser intensificado na Câmara do Rio. "Essa reunião será a primeira de muitas que iremos trazer para dentro da Casa. O tema era muito debatido pela vereadora Marielle Franco. Ela é uma mulher insubstituível, mas é motivo de muito orgulho poder dar continuidade à luta dela", afirmou.


De acordo com a subsecretária municipal de Políticas para a Mulher e presidente do CODIM-Rio, Comba Marques Porto, o Conselho é formado paritariamente por representantes governamentais e da sociedade civil, com o desafio de elaborar políticas públicas para a mulher. "Tem sido difícil tornar o Conselho forte e representativo. Entre o que está escrito na Lei e a realidade, às vezes, há um hiato. Mas o trabalho conjunto do CODIM-Rio com a Comissão da Mulher tornará possível fortalecer essa contribuição à mulher carioca".


A superintendente das maternidades, Carla Lopes Porto Brasil, afirma que a distribuição das taxas de mortalidade refletem a iniquidade e o conjunto de situações que afetam a vida das mulheres. Embora o índice esteja diminuindo nos últimos anos, a taxa ainda é alarmante quando comparada aos demais países. A superintendente explica que a taxa de mortalidade é mais elevada em áreas com maior violência, evasão escolar e falta de assistência médica e social, a exemplo de bairros como Madureira, Maré, Santa Cruz e Bangu. O risco de morte na gravidez é 2, 7 vezes maior entre mães pretas, 2 vezes maior entre aquelas que só possuem o ensino fundamental e 2, 3 vezes maior na idade entre 40 e 49 anos. Carla ainda chama a atenção para as causas evitáveis de morte, como hemorragia e doenças agravadas no parto. Para prevenir mortes em decorrência de abortos, cerca de 9%, a superintendente defende a educação sobre sexualidade e métodos contraceptivos nas escolas. "Precisamos de mudanças no pré-natal e, anteriormente, quando a menina quer iniciar sua vida sexual. Precisamos ser instigados a pensar fora das caixas em que estamos, precisamos de uma educação que liberte", afirmou.


A integrante do Coletivo de Parteiras, Maíra Libertad Soligo Takemoto, destaca que 90% dessas mortes são evitáveis e que o índice do estado do Rio de Janeiro está acima da média nacional. Embora a taxa de mortalidade esteja caindo, somente no ano de 2015 morreram 1738 mães no Brasil, valor 3 vezes acima do considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Maíra Libertad Soligo Takemoto chama a atenção para a disparidade entre regiões e grupos sociais no país e defende o fortalecimento do SUS como forma de atender adequadamente às mães mais vulneráveis.


A presidente do Adoulas Rio de Janeiro, Morgana Eleile, defendeu as doulas, profissão recente e criada para auxiliar as mães, oferecendo educação e suporte emocional, antes, durante e após o parto. Morgana Eleile afirmou que a municipalização dos hospitais Albert Schweitzer e Rocha Faria melhorou o atendimento da população da Zona Oeste e criticou a tentativa de devolução das unidades ao governo do Estado. No mesmo sentido, Luciene Lacerda, mestre em saúde coletiva da UFRJ e participante do Fórum das Mulheres Negras, criticou a tentativa de fechamento de equipes da saúde da família e o fechamento de escolas noturnas, causas indiretas da mortalidade.


A vereadora Luciana Novaes agradeceu a presença das palestrantes e destacou a necessidade de aumentar o diálogo entre a Câmara do Rio e o CODIM-Rio. "Não quero falar por vocês, mas com vocês aqui dentro", afirmou.


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