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Debate: políticas públicas para redução da pobreza no Município

 

 

 

 

Foto: ASCOM

14/11/2018

A Câmara do Rio realizou, nessa terça-feira (13), uma Audiência Pública com o objetivo de discutir políticas públicas voltadas para a superação da pobreza na cidade do Rio de Janeiro. O debate foi presidido pela vereadora Luciana Novaes (PT) e faz parte de um conjunto de eventos de que a Arquidiocese do Rio de Janeiro está participando para promover ajuda às pessoas que vivem em situação de extrema pobreza.


A vereadora Luciana Novaes afirmou que sempre foi muito ligada a Deus e que o acidente os aproximou ainda mais. Após ser vítima de uma bala perdida, familiares de Luciana receberam dos médicos a informação de que ela teria 1% de chance de sobreviver e, ainda assim, jamais poderia voltar a falar ou se alimentar novamente. No entanto, Luciana concluiu a faculdade de Serviço Social e hoje está vereadora. "Deus me deixou viva com a missão de ajudar outras pessoas, e como agradecer a Deus por todas as graças recebidas todos os dias? Ele nos responde em Mateus 25:40: ‘Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes’. Sejamos gratos ao Senhor e façamos o bem ao próximo. Temos que levar melhores condições de vida aos mais pobres, excluídos e àqueles que têm os seus direitos negados", afirmou a parlamentar.


O vereador Reimont (PT) lamenta que hoje, na cidade do Rio de Janeiro, cerca de 300 mil pessoas estejam sem moradia. O parlamentar chama a atenção para a escultura doada pelo Papa Francisco que será inaugurada no próximo domingo (18). A obra retrata um morador de rua dormindo em um banco de praça, com as marcas da chaga de Cristo. "Aqui no Rio de Janeiro, se os pobres deitam em um banco, eles são expulsos. Até mesmo fizeram uma divisão, no meio dos bancos de praça com uma ferragem, para impedir que as pessoas ali se deitem. O que a cidade está dizendo é que Cristo não pode se deitar no banco, e a mensagem do Papa é de que Cristo dorme nos bancos das praças do Rio de Janeiro". De acordo com o parlamentar, "as nossas intenções devem estar voltadas para acolher os mais pobres".


Representando o cardeal arcebispo Dom Orani Tempesta, o vigário episcopal para caridade social, monsenhor Manuel Manangão, criticou o individualismo predominante em nossa sociedade. Para o católico, quando a igreja criou o Dia Mundial dos Pobres, não imaginou uma data de comemoração, mas uma atividade permanente e diária. Manuel Manangão lamentou que as pessoas tenham perdido a capacidade de se sensibilizar e se incomodar com o sofrimento e a angústia das outras pessoas.


A promotora de justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Roberta Rosa Ribeiro, destaca a necessidade de promover oportunidades de ascensão social por meio de direitos básicos previstos na Constituição, como moradia adequada, educação pública universal e de qualidade e geração de empregos.


Para a defensora pública do Estado do Rio de Janeiro, Carla Beatriz Nunes Maia, o problema dos moradores de rua ocorre também em países desenvolvidos. Citou o exemplo de Los Angeles (EUA), onde cerca de 34 mil pessoas moram nas ruas e está localizada a maior cracolândia do mundo. A defensora defende a valorização dos profissionais que lidam diretamente com as pessoas em situação de rua.


O subsecretário municipal de Conservação e Meio Ambiente, Justino Carvalho Neto, afirmou que o Município é o ente da Federação mais próximo do cidadão. No entanto, a cidade paga cerca de R$ 160 bilhões em impostos, e somente R$ 4 bilhões retornam do governo federal para a cidade. O subsecretário criticou as grandes obras realizadas em governos anteriores e que hoje não geram empregos, enquanto os 277 rios da cidade estão contaminados pela ausência de esgotamento sanitário. Para os próximos anos, Justino defende a manutenção dos serviços públicos. "O foco principal hoje é voltar os esforços para o atendimento das pessoas", afirmou.


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